São poucas as pessoas que eu deixo se aproximar, são poucos que conseguem me amolecer ou me fazer creer que não são uma ameaça à minha (a)normalidade. Mas quando minhas defesas apitam mostrando-me que eu não devo dar confiança demais a quem não merece, você pode beijar meus pés, mas eu não vou deixar entrar. Sou ruim por isso? Sou idiota, menos humana? Só porque eu não gosto de todo mundo? Não sou carismática e consequentemente falsa?
Mas olha, não saber compreender e respeitar o diferente é uma mediocridade. Eu penso de forma diferente que a maioria, acho eu, então é claro que respeito os outros, mas estes não me respeitam. Na minha cabeça é sim ou não. Ou eu gosto, ou não gosto; não existe meio termo pra quase nada. Não adianta, se minha massa cinza me disse que não é pra eu gostar, eu não vou fazer isso nem 'só por aparência'. Puta, é difícil entender isso?
A grande merda de tudo isso é que eu estou cercada de idiotas que acham isso um enorme absurdo. Ah, claro, eu devo gostar de todo mundo, devo dexar pisá-los em mim, se aproveitarem das minhas coisas e achar tudo lindo. HÁHÁHÁ. Sabiam que vocês estão falando isso pra mim? Pra Fabiana Giacomini? Não poderia ser mais palavras jogadas ao vento. Coisa quem nem entrou nos meus ouvidos; barreira mental proibiu palavras medíocres, obrigada.
Eu não preciso de moldes de formação, eu preciso de compreensão e menos julgamentos baseados nos seus. Eu só preciso disso. Entender como eu funciono não é tão difícil quanto parece, vai. Basta que não interfira de modo algum na minha cabeça nem tente infiltrar seus ideais que não têm nada a ver comigo, só isso. Porém, pré-requisito é que me conheça. Simples assim.
O mundo é filho da puta, mas ainda tem salvação, e ela está transvestida de Respeito.

