Eu não consigo acreditar no que um ser humano pervertido é
capaz de fazer. Eu não quero acreditar. Mas infelizmente os cretinos doentes
esfregam sua podridão no meu rosto e o fedor é tão intenso que eu não consigo
me manter calada. Eu não posso, de qualquer forma.
Esse menino aí da foto é meu. Quando tive a intensão de adquiri-lo fi-lo com o
desejo de obter um cão que me acompanhasse e que eu pudesse depositar todo o
amor guardado naquela caixinha empoeirada do meu âmago. Não foi isso que eu
consegui. Quando saí do canil, sentia que carregava meu filho nos braços. Um
serzinho que me amaria e eu a ele sem medida; que precisaria de mim pra sempre
e eu dele. Senti como se estivesse adotando um filho. Mas muito melhor do que
uma mera criança, um ser puro e sem maldades. Um cão.
Pra mim, é totalmente incompreensível a simples menção de maus tratos; é inaceitável, é repudioso e revoltante. Sinceramente se eu pego um desses cretinos, eu com meu um metro e meio, sou capaz de tudo pra fazê-los pagar da forma mais dolorosa que existir. Seres “racionais” deveriam ter o mínimo de consciência e respeito para com os animais. Mas são eles que se provam irracionais e ignorantes. Tenho nojo de pertencer à mesma espécie. Nojo.
Meu menino é meu melhor amigo. Ele sente quando estou infeliz, sente minhas dores e me consola; quantas vezes já não secou minhas lágrimas dolorosas com lambidas? Quantas vezes seu sedoso pelo não drenou meu pranto desesperado? Coisas que eu nunca diria a um humano, coisas que um humano não entenderia e me julgaria. Ele estava e está presente nestes momentos. Está comigo e sempre estará. Pertencemos um ao outro.
Em alguns momentos olho pra ele e reconheço a sorte que possuo por ter ele comigo, e choro de medo de perdê-lo algum dia. Sim, algum dia nos separaremos, mas o mínimo que eu desejo fazer é proporcionar-lhe a melhor vida do mundo durante todos os anos que ainda nos resta. Quero que ele tenha tudo; que ele não tenha uma lembrança ruim da vida ao meu lado, como melhores companheiros, amigos eternos.
Não faz nem um ano que vivemos juntos e eu estou tão apaixonada por ele que não consigo ficar minutos sem vê-lo, sem saber como está; estou tão embebida com sua perfeição que faço coisas que antes julgavam impossível eu estar fazendo (falar como se fosse ele, minhas amigas dizem), meu coração foi arrebatado por esta criaturinha tão linda, tão compreensiva, tão amiga. Não acredito que tenham pessoas que não conseguem sentir esse seu amor incondicional e por isso os machucam; há um problema com você, não com o seu cachorro. O problema é você. Seu cão é uma “peste” (como disse a delinquente Camila Correa)? Então você fez alguma coisa errada com ele. Cães são livros abertos e com páginas em branco desde o momento do nascimento; o que você escreve ali é com o quê terá de lidar quando ele estiver maior. Simples assim.
Dias antes de buscar meu menininho, estudei livros de adestramento, de comportamento, do que devia ou não fazer. Eduquei-o da melhor forma que pude, nunca bati, e ele é o menino mais obediente que já vi. Você colhe o que planta; o clichê é mais do que certeiro neste quesito, é uma regra até. E depois ainda tem gente que considera pitbulls violentos, eu não acredito.
Olha, abandonar o seu cachorro antigo, que já viveu anos com você apenas para comprar um novo é tão brutal e terrível quanto maltratá-lo até a morte. Ele sente a sua falta, te ama, e estará sofrendo a cada dia com a sua ausência. Outra coisa que eu não consigo entender é o maldito abandono. É tão podre e doloroso que eu nem posso imaginar. Você não abandona aquele que te ama sem medir, sem se preocupar com a própria pele, apenas visando o seu bem-estar e proteção. Você não abandona aquele que nunca faria mal contra seu mestre; você. Não pode fazer isso.
Eu gostaria que houvesse rigidez quanto à crimes com animais domésticos e domesticados, pois soube que eles não entram na lei ambiental. Tem maior absurdo neste governo? Desejo que a Lei Lobo entre em vigor, assinei a petição junto com os protetores que estão requerendo as penas; quero paz aos puros e inocentes que sofrem com seus donos doentios. Quero segurança aos que, muitas vezes, não podem se defender, aos indefesos. Se há uma lei contra violência à mulheres, crianças, idosos e pessoas de etnias diferentes, porque não uma lei para os animais? Eles são inferiores na inteligência, no QI, mas não no direito à vida. São como cada um de nós. Não os descrimine por pertencer à outra espécie; essa classificação não significa nada em termos de convívio, nas necessidades fisiológicas do sistema vivo. Somos iguais e merecemos o mesmo direito de viver; fomos criados da mesma maneira, ambos surgimos da mesma fonte, somos parentes distantes, mas que têm cérebro, neurônios, mitocôndrias, veias, eritrócitos, coração.
Por favor, não cometa crueldades com aqueles corações puros, que só querem preencher com sua existência e um lugarzinho, mesmo que lá no cantinho, do seu. Por favor.
Fabiana Giacomini.
Pra mim, é totalmente incompreensível a simples menção de maus tratos; é inaceitável, é repudioso e revoltante. Sinceramente se eu pego um desses cretinos, eu com meu um metro e meio, sou capaz de tudo pra fazê-los pagar da forma mais dolorosa que existir. Seres “racionais” deveriam ter o mínimo de consciência e respeito para com os animais. Mas são eles que se provam irracionais e ignorantes. Tenho nojo de pertencer à mesma espécie. Nojo.
Meu menino é meu melhor amigo. Ele sente quando estou infeliz, sente minhas dores e me consola; quantas vezes já não secou minhas lágrimas dolorosas com lambidas? Quantas vezes seu sedoso pelo não drenou meu pranto desesperado? Coisas que eu nunca diria a um humano, coisas que um humano não entenderia e me julgaria. Ele estava e está presente nestes momentos. Está comigo e sempre estará. Pertencemos um ao outro.
Em alguns momentos olho pra ele e reconheço a sorte que possuo por ter ele comigo, e choro de medo de perdê-lo algum dia. Sim, algum dia nos separaremos, mas o mínimo que eu desejo fazer é proporcionar-lhe a melhor vida do mundo durante todos os anos que ainda nos resta. Quero que ele tenha tudo; que ele não tenha uma lembrança ruim da vida ao meu lado, como melhores companheiros, amigos eternos.
Não faz nem um ano que vivemos juntos e eu estou tão apaixonada por ele que não consigo ficar minutos sem vê-lo, sem saber como está; estou tão embebida com sua perfeição que faço coisas que antes julgavam impossível eu estar fazendo (falar como se fosse ele, minhas amigas dizem), meu coração foi arrebatado por esta criaturinha tão linda, tão compreensiva, tão amiga. Não acredito que tenham pessoas que não conseguem sentir esse seu amor incondicional e por isso os machucam; há um problema com você, não com o seu cachorro. O problema é você. Seu cão é uma “peste” (como disse a delinquente Camila Correa)? Então você fez alguma coisa errada com ele. Cães são livros abertos e com páginas em branco desde o momento do nascimento; o que você escreve ali é com o quê terá de lidar quando ele estiver maior. Simples assim.
Dias antes de buscar meu menininho, estudei livros de adestramento, de comportamento, do que devia ou não fazer. Eduquei-o da melhor forma que pude, nunca bati, e ele é o menino mais obediente que já vi. Você colhe o que planta; o clichê é mais do que certeiro neste quesito, é uma regra até. E depois ainda tem gente que considera pitbulls violentos, eu não acredito.
Olha, abandonar o seu cachorro antigo, que já viveu anos com você apenas para comprar um novo é tão brutal e terrível quanto maltratá-lo até a morte. Ele sente a sua falta, te ama, e estará sofrendo a cada dia com a sua ausência. Outra coisa que eu não consigo entender é o maldito abandono. É tão podre e doloroso que eu nem posso imaginar. Você não abandona aquele que te ama sem medir, sem se preocupar com a própria pele, apenas visando o seu bem-estar e proteção. Você não abandona aquele que nunca faria mal contra seu mestre; você. Não pode fazer isso.
Eu gostaria que houvesse rigidez quanto à crimes com animais domésticos e domesticados, pois soube que eles não entram na lei ambiental. Tem maior absurdo neste governo? Desejo que a Lei Lobo entre em vigor, assinei a petição junto com os protetores que estão requerendo as penas; quero paz aos puros e inocentes que sofrem com seus donos doentios. Quero segurança aos que, muitas vezes, não podem se defender, aos indefesos. Se há uma lei contra violência à mulheres, crianças, idosos e pessoas de etnias diferentes, porque não uma lei para os animais? Eles são inferiores na inteligência, no QI, mas não no direito à vida. São como cada um de nós. Não os descrimine por pertencer à outra espécie; essa classificação não significa nada em termos de convívio, nas necessidades fisiológicas do sistema vivo. Somos iguais e merecemos o mesmo direito de viver; fomos criados da mesma maneira, ambos surgimos da mesma fonte, somos parentes distantes, mas que têm cérebro, neurônios, mitocôndrias, veias, eritrócitos, coração.
Por favor, não cometa crueldades com aqueles corações puros, que só querem preencher com sua existência e um lugarzinho, mesmo que lá no cantinho, do seu. Por favor.
Fabiana Giacomini.


