...


   Escrevo, apago. Escrevo, apago. Escrevo, apago. Coisas agudas e agulhosas demais que não posso suportar de ver quando prontas. Escrevo, leio, me desespero, apago. Sempre essa dança, sempre esses passos repetitivos e desconcertantes. Sempre essa perda do meu eu no meio de tanta coisa, de tanto apavoro, de tanta pressa. Pressão.
   Tenho muita coisa pra dizer, muita coisa, mas poucos ouvintes, apesar de muitos leitores. Obrigada. Às vezes venho aqui escrever singelas palavras apenas pra ver que não estou sozinha. Que não estou esquecida e que ainda leem as minhas coisas absurdas, apesar dos pesares. Indeed, é tudo tão absurdo.

   Meus dedos estão meio congelados, então aperto as teclas erradas. Eu sempre errando. E matando meu ego. Quem?

   Fico feliz quando me sobram modestas horas pra Roxy. Coitada, sofro por ela. Pobre criatura que não pode ter atenção e tempo pra golfar o ar nos pulmões. Espero que ela me perdoe; vai, tenho motivos egoístas demais, mas ela vai entender. Minha filhinha.

Paro tudo e minha felicidade se esvai, quando me lembro dos prazos curtos. Hora de dormir. Nada mais de ficar com ela e eles até às duas da manhã, como no ano passado. Saudades disso. Só disso. E do vinho toda noite, e do meu apto legal e da visita frequente da minha família. Desculpa, mas é só.
Gosto do meu apto atual também, ele é raro. E sou grata por tê-lo. Mas a parte da visita da família...

Dormir. Não sei o que é isso há tempos. Insônia e Giacomini não combinam. Água e óleo (desculpa pelo clichê, eu odeio. Hidrofílicos e hidrofóbicos; acho que piorei, enfim..). Estou traindo o movimento, mas como lidar? Com remedinhos contrabandeados e muito bons, of course. Vamos deixar assim até o mês que vem. Muita coisa vai mudar, eu acho. Ou talvez seja só minha loucura e medo. Muito medo.
Chega, vocês não merecem esse post mais bagunçado que a minha cama. Mas ele é importante. Só um pouquinho.
Vou indo lá. Bêaj.



ps: acho que a partir de hoje vou postar mais frequentemente, mesmo que poucas coisas (cruzei os dedos, não prometo). Vou fazer dessa joça meu diariozinho; como aqueles meus caderninhos em que costumava rascunhar umas merdinhas quando nova. O papel sempre me salvando. Viva as árvores! Ou o notebook.

 

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