Grande parte da minha vida: Harry Potter

   Okay, aqui estou eu entrometendo-me a escrever talvez a coisa mais difícil da minha vida. Há, redação da Famema perde feio pra isso.
   Enfim, hoje eu resolvi falar sobre aquilo que deixou de ser cotidiano e comum para fazer parte de milhares de pessoas ao redor do mundo. Harry Potter. 
   Nada que eu possa escrever aqui vai realmente expressar o que eu sinto pela saga, história mais foda que eu já conheci; que, aliás, foi a minha iniciadora no mundo dos livros sem figuras e com mais de 100 páginas. Hahaha. Eu era totalmente criança naquela época. Peguei meu primeiro livro em 2000/2001 (não lembro direito), mas sei que tinha 8 anos e estava louca para conhecer o mundo dos livros. Cara, já faz mais de 10 anos que li a Pedra Filosofal pela primeira vez e a paixão não acabou. Ano passado eu acabei de reler as Relíquias da Morte pela 5ª vez e cogito ler de novo este ano. A literatura/escrita são tão incríveis que mesmo você relendo milhares de vezes, o fogo não se apaga e sempre dá vontade de reler outro e outro.
   Nesse tempo como leitora assíduamente ativa passei por mais de 300 livros e não encontrei obra como esta. Por mais que eu conheça livros viciantes e incríveis, o sabor não é o mesmo. Nenhum outro me fará sorrir e chorar enquanto folheio suas páginas mágicas ansiosa por ver o que vai acontecer a seguir, mesmo que a história toda já esteja bem gravada em minha mente. O tesão nunca vai morrer. A felicidade de poder pegar meus livros sobre Potter e me perder no mundo mais sedutor já criado.


   Falando em criar, eu andei/ando rascunhando cenas de uma história maluca que inventei, um segredo, e nos momentos que tenho bloqueio criativo, paro e penso em Rowling. A mulher mais incrível do milênio (depois da minha mãe, claro); que por mais dificuldades que possa ter enfrentado (e uma delas em particular está sempre presente em suas páginas), conseguiu superar tudo e transformar suas dores em arte. Admiro-a por ser a pessoa que é e, por ter conseguido atingir meu coração tão firmemente como ninguém antes conseguiu. Definitivamente, Harry Potter não é só um livro, como pode-se ver.
   
   Uma coisa curiosa: quando eu era mais nova, dizia que um dia me casaria com Daniel Radcliffe, e este era o nome dos meus maridos no The Sims oO, mas hoje, mal posso olhar no rosto do Dan sem começar a chorar desesperadamente. "Eu não quero que acabe!", é a primeira coisa em que penso. E não quero mesmo. Pra mim não vai.
   Enquanto escrevo aqui, lágrimas silenciosas escorrem pelo meu rosto; a dor que eu sinto por tentar digerir 'o fim' (o que não é realmente verdade pra mim) é tão forte e tão estranha que só outro amante de HP pode entender. É como a dor da morte, um luto. E eu sei também que muitas pessoas que apenas 'gostam' da saga achariam que estou fazendo tempestade em copo d'água, ou apenas exagerando; assim como ano passado na pré-estréia de HPRdM I, em que eu chorei feito uma condenada, soluçava igual à um bebê e algumas pessoas olhavam pra mim com uma cara de quê? É, nunca saberão.
   Se ano passado foi assim, espera só pra ver o que me aguarda esse ano. Tenho certeza que vou chorar logo na fila. Um choro alegre e triste, precedendo o fim de um reinado, mas que, tenho certeza, continuará no coração de muitos. E se um dia eu tiver um filho, passarei à ele o maior presente literário que ganhei na vida.
  
   
Não fora postado anteriormente simplesmente por medo e dor de reler o escrito; o que não significa que já foram superados.
Originalmente escrito em 08/07/2011

 

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