Acordei doida, crente de que meu dia ia ser bom (e não sei se vai, mas a probabilidade diminui a cada segundo); tomei meu café e senti que já poderia ir dormir de novo. Tipo, what?
Acho que é assim que você começa a se sentir quando toma consciêcia de que, em uma semana você vai embora de casa. De novo. Aff, para, Fabiana, de dar tilt, você já morou fora por um ano, não tem porque fazer drama. Okay, não estou fazendo drama. Mas olha, esse ano as coisas serão bastante diferentes, e não posso deixar de sentir certo receio.
Ano passado, eu tinha amigas que acabaram tornando-se uma família adotiva pra mim. Já agora,é a minha primeira experiência de morar realmente by myself. É diferente. Não sinto medo da solidão, já que para uma pessoa anti-social isso até cai bem, mas talvez a falta de humor me torne ainda mais amarga com o passar do tempo.
Felizmente, eu terei uma companhia agradabilíssima para compartilhar não só esse ano, mas muitos outros. Meu baby mais gênio do mundo (breve um post pra ele), que anda arrancando pedaços de mim (literalmente).
O dia lá fora não me atrai, tudo que quero fazer hoje é ter meu notebook de volta e ler Anne Rice. Porque, Deus, esta é uma gênia e merece virar clássico. Imediatamente. A Rainha dos Condenados foi o melhor livro que já li na vida. Com sangue, maldade, feminismo e mais maldade. [revolta]Oi? Vampiros são maus, Steph, não brilham no sol, não são conservadores nem cristãos, não são machistões e bebem sangue![/revolts] Qualquer dia destes faço um post sobre isso. Fãzinhos me cansam dizendo que não temos argumentos, oi?, não beber sangue já é o suficiente.
Ficarei aqui vegetando fisicamente, enquanto malho a mente. Nossas prioridades podem divergir, mas a mente sempre dominará a matéria.

